Quem opta por viver em um apartamento tem vantagens como segurança e comodidade dos serviços do condomínio, mas costuma ser um problema a falta de espaço apropriado para montar um jardim ou plantar espécies vegetais que permaneçam saudáveis e bonitas em ambiente fechado. Portanto, para garantir a boa saúde das plantinhas por longas temporadas, é preciso selecionar as que são realmente adequadas ao lugar escolhido.
Luz sob medida
O primeiro ponto a ser destacado é a quantidade de luz no ambiente interno. É importante escolher espécies que não se incomodem em receber um nível de luminosidade inferior ao que receberiam no ambiente natural. A classificação dessa medida pode ser feita em três tipos, de acordo com a posição do vaso ou da jardineira:
• Ensolarado: voltada para a face norte, a planta receberá iluminação direta, geralmente, por 4h;
• Meia sombra: direcionada ao leste ou oeste, com incidência média de luz, a planta não recebe luz direta, mas necessita de 4h de luz indireta;
• Sombra: se posicionada ao sul, o vaso não receberá luz intensa em nenhum momento e essa planta sobreviverá apenas com iluminação difusa por uma média de 5h, sem incidência de raios solares diretos.
Hora de regar
A irrigação da planta escolhida segue as mesmas regras das que estão ao ar livre. A rega deve ser sob medida, já que a falta, que costuma ser mais comum, provoca a seca da planta. Se for exagerada, poderá ocorrer o apodrecimento das raízes. Por esse motivo, a drenagem dos vasos e das jardineiras merece cuidado especial. O segredo está na colocação de argila expandida antes da terra. Facilmente encontrada em oriculturas, a argila expandida são aquelas bolinhas que vemos em jardins. Cacos de cerâmica podem ser usados para o mesmo fim. Fazendo isso, você evitará o acúmulo de água nas raízes.
Pequenos jardineiros
Se você tiver crianças em casa, além de adaptar a natureza selvagem à sua vida urbana, evite espécies venenosas ou com espinhos e pontas que possam machucá-las. O momento de cuidar das plantas também pode ser compartilhado com os filhos, que aprendem desde pequenos como é gratificante ver uma plantinha bem cuidada e cultivam o amor à natureza.
Escolha a sua!
Existem várias espécies de plantas, com ou sem flores, que são ideais para espaços pequenos e fechados, mas existe para cada uma delas um manual de sobrevivência e cuidados necessários.
AMOR-PERFEITO
Nome científico: Viola yedoensis
Clima: regiões mais frias
Cultivo: multiplica-se por sementes. O melhor mês para plantar é abril. Procure cultivá-la protegida contra o sol forte em canteiros em meia sombra. A terra deve ser rica em húmus e fertilizada. O ideal é mantê-la sempre úmida. Além de enfeitar e colorir os ambientes, a flor amor-perfeito tem outras mil utilidades, como a de efeito cicatrizante.
MARGARIDA
Nome científico: Bellis perennis
Clima: sol pleno e clima ameno.
Cultivo: é cultivada em solo arenoso e rico em matéria orgânica. Regar de 2 a 3 vezes por semana em épocas quentes e uma vez por semana em épocas frias. A margarida é uma planta rústica que exige poucos cuidados. Suas origens estão nos continentes europeu e asiático. A planta pode atingir até 40 cm de altura e o outono é a melhor estação para cultivá-la.
Varandas e coberturas
BRINCO-DE-PRINCESA
Nome científico: Fuchsia sp
Clima: meia sombra. Locais com sol direto apenas em algumas horas do dia.
Cultivo: o solo deve ser mantido sempre úmido. Na época do florescimento, é preciso ser fertilizada a cada duas semanas. Sua multiplicação acontece através de estacas de caule. Também conhecido como jasmim, o brinco-de-princesa apresenta uma floração abundante e delicada, e seus galhos possibilitam diversos movimentos.
IPOMEIA (CAMPAINHA)
Nome científico: Ipomoea purpurea
Clima: ideal para varandas e coberturas, é uma planta resistente ao sol e aos ventos fortes.
Cultivo: suas flores em formato de trombeta florescem somente sob sol pleno. Por isto, é importante observar bem a insolação do local e escolher a melhor posição do vaso.
Para áreas sombreadas
COSTELA-DE-ADÃO
Nome científico: Monstera deliciosa
Clima: locais à meia sombra.
Cultivo: reproduz-se por meio de estacas de pedaços do caule, e o espaçamento correto para o plantio é de 1 m entre as plantas. Não é correto podar as raízes, pois elas levam nutrientes à planta. Requer regas moderadas e poucos cuidados, como aplicação de fertilizante líquido na primavera e nas épocas quentes e limpeza regular das folhas mais velhas.
JIBOIA (ERVA-DO-DIABO)
Nome científico: Scindapsus aureus
Clima: sobrevive bem à sombra, mas precisa de boa luminosidade. É a trepadeira ideal para regiões quentes e litorâneas.
Cultivo: é uma planta que requer poucos cuidados. Reproduz-se por meio de estacas e é muito ornamental. Você pode conduzir seus caules em fios de náilon. A jiboia é uma trepadeira de crescimento rápido e não é recomendável para paredes, pois possuem raízes grossas e vigorosas que fixam-se em trincas, transformando-as em rachaduras.
FILODENDRO
Nome científico: Philodendron sp
Clima: locais sombreados sem correntes de ar, com clima quente.
Cultivo: deve ser cultivada em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e regas moderadas. Multiplica-se por estaquia. O filodendro tem uma folhagem pendente e aspecto delicado. Suas folhas em formato de coração se apresentam nas cores verde e levemente avermelhada, tendo folhas verde-claras e bordas amareladas ou brancas. É uma planta adequada para o plantio em jardineiras e vasos suspensos.
Decoração viva
As trepadeiras são uma excelente opção para quem mora em apartamento, já que elas se adaptam facilmente aos vasos e às paredes. São ideais para salas, varandas e terraços, dando um charme especial a qualquer ambiente.
Fonte: UOL - Casa e Imóveis